domingo, 6 de julho de 2008

Pobres pagam mais imposto que os ricos no Brasil

Pobres pagam mais imposto que os ricos no Brasil

Os 10% mais ricos concentram 75% da riqueza do país. Para agravar ainda mais o quadro da desigualdade brasileira, os pobres pagam mais impostos que os ricos.

Segundo levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apresentado hoje (15/5) ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) reunido em Brasília, os 10% mais pobres do país comprometem 33% de seus rendimentos em impostos, enquanto que os 10% mais ricos pagam 23% em impostos.
 
"O país precisa de um sistema tributário mais justo que seja progressivo e não regressivo como é hoje. Ou seja, quem ganha mais deve pagar mais; quem ganha menos, pagar menos", disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, durante a apresentação do levantamento, que foi feito por pesquisadores das diretorias de Estudos Sociais, Macroeconomia e Estudos Regionais e Urbanos, para contribuir na discussão da reforma tributária.
 
Os números do Ipea mostram que os impostos indiretos (aqueles embutidos nos preços de produtos e serviços) são os principais indutores dessa desigualdade. Os pobres pagam, proporcionalmente, três vezes mais ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que os ricos. Enquanto os ricos desembolsam em média 5,7% em ICMS, os pobres pagam 16% no mesmo imposto.
 
Nos impostos diretos (sobre renda e propriedade) a situação é menos grave, mas também desfavorável aos mais pobres. O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) tem praticamente a mesma incidência para todos, com alíquotas variando de 0,5% para os mais pobres a 0,6% e 0,7% para os mais ricos. Já o IPTU (Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana) privilegia os ricos. Entre os 10% mais pobres, a alíquota média é de 1,8%; já para os 10% mais ricos, a alíquota é de 1,4%.
 
"As mansões pagam menos imposto que as favelas, e estas ainda não têm serviços públicos como água, esgoto e coleta de lixo", alertou o presidente do Ipea.

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"Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres
Não se deixar cooptar, não se deixar esmagar.
Lutar Sempre " ! (Florestan Fernandes)

"O mundo se divide em dois: os que comem e os que não dormem com medo da reação dos que não comem" ! (Josué de Castro)
 
 

INFORMATIVO DO 3º FÓRUM HUMANISTA BRASILEIRO 2008

 A organização do 3º Fórum Humanista Brasileiro, que acontece na UFPR (Universidade Federal do Paraná), em Curitiba (PR), nos dias 22, 23 e 24 de agosto, já confirmou a presença da cônsul geral da Bolívia no Rio de Janeiro (RJ), Shirley Orozco Ramires, no painel sobre integração latino-americana que será realizado no primeiro dia do evento.

            Também já é certo que fará parte deste painel, falando sobre a comunicação entre países latino-americanos, o jornalista e redator da coluna Entrelinhas da Caros Amigos, Hamilton Octavio de Souza.

            O tema previsto para o painel do dia 23, sábado, é "Ativismo e não violência" e, para falar sobre o assunto, foi chamado o jurista e defensor dos direitos humanos João Luiz Duboc Pinaud.

            Ainda estão sendo convidadas personalidades como o professor do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da UFPR, Pedro Bodê e o cantor de rap Happin Hood.

            A programação completa do Fórum deve sair em breve e, tudo leva a crer, que essa terceira edição do encontro humanista será imperdível.

Para maiores informações, acesse http://www.forumhumanistabrasileiro.org/

Propostas para os candidatos...

Hoje fiquei pensando em propostas para essas eleições:

- Democracia direta ou Poder Popular, proposta na qual o povo poderia votar em leis, orçamento, e opinar, por meio das novas tecnologias, como telefone, celular, internet e televisão. Assim teriamos maior participação popular e menos apatia politica.

- Lei de responsabilidade política, o candidato teria prazos para fazer o que prometeu na campanha, se não cumprisse sua promessa, perderia o mandato e até os direitos políticos.

- Fim dos privilégios parlamentares, ou seja, os parlamentares seriam julgados como cidadãos comuns, sem foro priviligiado.

- Tarifa Gratuita ou Passe Livre, o transporte é um direito do cidadão e um dever do estado, hoje em São Paulo, pagar a passagem é muito caro, imagina um trabalhador comum ter que pagar a passagem de toda a familia para ir ao parque no fim de semana.

- Redução do Sálario dos Parlamentares, é inadmissível um país onde o salário minimo é R$ 480,00, um político receber cerca de R$ 17.000,00 reais por mês. Por isso defendo a redução em 50% os salários dos políticos brasileiros.

- Expropriação dos prédios abandonados, para que os mesmos virem moradias para as pessoas que não tem casa.

- Expropriação dos terrenos baldios, para que virem area de lazer para a população.

- Projeto de lei, que obriga os bancos a investir em projetos de tecnologia nas escolas municipais de São Paulo, os bancos são as instituições que mais lucram no Brasil, por que não fazer que este lucro volte para a população em forma de projetos nas escolas.

- Projeto de lei, que incentive a autogestão de instituições mucipais, como postos de saúde, creches, escolas, parques, centros culturais.

Eleições municipais 2008

As eleições municipais estão chegando, portanto temos que pensar bem em quem votar, para depois não ficarmos reclamando, que os caras não fazem nada.

Eu penso que estamos em um momento de profundas mudanças na sociedade, esta nova geração que está vindo é bem nervosa. Se eles conseguirem compreender a realidade em que vivem e desejarem muda-lá, conseguirão com facilmente, desde que tenho o minimo de organização e vontade.

Sendo professor, constantemente me preocupo com o futuro dessa juventude, não penso que a educação é somente para ensinar conteúdo, acredito que a escola hoje é responsável pela formação integral do ser humano, mas para isso nossos representantes devem ter em mente que é necessário mais investimento, maior valorização do professor, mais distribuição de renda e maior qualidade de vida.

Por outro lado o povo deve se unir, reivindicar do governo, ter mais consciência de que se não houver mais participação popular, não haverá mudança alguma. Temos que repensar a democracia, pois a esta que vivemos hoje está ultrapassada, no momento histórico atual, onde temos tanta tecnologia, o povo poderia participar mais.